
"A psicanálise é, em essência, uma cura pelo amor.” Sigmund Freud
"Toda demanda é uma demanda de amor." Jaques Lacan

Psicólogo Márcio Arruda
Psicólogo Márcio Arruda - CRP 06/029236
Bacharel em Psicologia pela Universidade Nove de Julho, São Paulo, SP.
Seu interesse pelo universo das emoções e das subjetividades se interconecta com o seu interesse pelo universo das artes.
Realizou formação e pós-graduação em psicanálise pela Associação Nacional de Estudos Psicanalíticos (ANEP), além de frequentar grupo de estudos sobre leituras em Jaques Lacan no Instituto Gerar da renomada psicanalista Vera Iaconelli.
Durante a graduação, estagiou na área clínica tanto na vertente da Psicanálise Winnicottina quanto na vertente Lacaniana.
Realizou também estágio em psicologia institucional sob a abordagem da psicologia sócio-histórica.
Seu interesse em se tornar psicanalista e psicólogo decorreram diretamente de sua experiência analítica enquanto analisando/paciente.
11 99210-2076
Tratamento Psicanalítico
Como se dá o tratamento psicanalítico
O tratamento psicanalítico é um espaço de escuta e fala no qual a pessoa é convidada a falar livremente sobre seus pensamentos, sentimentos, lembranças, sonhos, angústias e conflitos. Por meio da palavra, busca-se compreender os sentidos inconscientes que podem estar relacionados ao sofrimento, aos sintomas e às dificuldades vividas.
A psicanálise não oferece respostas prontas nem conselhos. Seu objetivo é favorecer que cada pessoa possa construir um saber sobre si mesma, reconhecendo aspectos de sua história, de seus desejos e das formas como se relaciona consigo e com os outros.
Ao longo do processo, o trabalho realizado entre analisando e analista possibilita novas maneiras de lidar com impasses, promovendo maior compreensão de sua singularidade e de seu modo particular de estar no mundo. A duração do tratamento varia conforme a demanda e os objetivos de cada pessoa.

Síndrome do Pânico
(vide artigo abaixo)
TOC
(vide artigo abaixo)
Ansiedade
(vide artigo abaixo)
Transtorno Bipolar
(vide artigo abaixo)
Depressão
(vide artigo abaixo)
Fobias
(vide artigo abaixo)
Artigos
Síndrome do Pânico
Síndrome do pânico na perspectiva da psicanálise lacaniana
Para a psicanálise lacaniana, a síndrome do pânico não é vista apenas como um conjunto de sintomas físicos ou um transtorno de ansiedade. O ataque de pânico é compreendido como uma experiência intensa de angústia que surge quando a pessoa se vê diante de algo que não consegue nomear, compreender ou simbolizar por meio das palavras.
Durante uma crise, podem ocorrer palpitações, falta de ar, tontura, sensação de morte iminente ou de perda de controle. Para a psicanálise, esses sintomas podem indicar que algo do sofrimento psíquico, que não encontrou lugar na fala ou na elaboração subjetiva, se manifesta de forma abrupta no corpo.
O tratamento psicanalítico busca oferecer um espaço de escuta para que a pessoa possa falar sobre sua história, seus conflitos e seus afetos, construindo sentidos para aquilo que inicialmente aparece apenas como angústia. Assim, o objetivo não é apenas eliminar os sintomas, mas compreender sua função e possibilitar novas formas de lidar com o sofrimento.
Depressão
Depressão na perspectiva da psicanálise lacaniana
Para a psicanálise lacaniana, a depressão não é entendida apenas como uma doença ou um desequilíbrio químico, mas também como uma forma de sofrimento relacionada à maneira como a pessoa se posiciona diante de sua vida, de suas perdas, de seus desejos e de suas relações.
Quem está deprimido pode sentir tristeza profunda, desânimo, falta de interesse pelas atividades do dia a dia, sensação de vazio e dificuldade para encontrar sentido na própria existência. Na perspectiva psicanalítica, esses sentimentos podem estar ligados a conflitos inconscientes e a experiências que não foram plenamente elaboradas.
O tratamento psicanalítico oferece um espaço de escuta para que a pessoa possa falar sobre sua história e seu sofrimento. Por meio da palavra, torna-se possível compreender os significados envolvidos nesse mal-estar e construir novas formas de se relacionar com seus desejos, suas perdas e sua própria vida.
Ansiedade
A ansiedade segundo a psicanálise lacaniana
Para a psicanálise lacaniana, a ansiedade (ou angústia) não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas um sinal de que algo importante está acontecendo na vida psíquica da pessoa. Ela pode surgir como uma sensação de inquietação, medo, aperto no peito, preocupação excessiva ou dificuldade para relaxar, mesmo quando não há um perigo claro e imediato.
Nessa perspectiva, a ansiedade é entendida como uma manifestação de conflitos, dúvidas ou questões inconscientes que a pessoa ainda não conseguiu compreender plenamente. Em vez de perguntar apenas "como acabar com a ansiedade?", a psicanálise busca entender o que essa ansiedade está tentando comunicar sobre a história, os desejos e os sofrimentos de cada sujeito.
O tratamento psicanalítico oferece um espaço de escuta e reflexão, onde a pessoa pode falar livremente sobre suas experiências. Ao encontrar palavras para aquilo que a angustia, ela pode desenvolver novas formas de lidar com seu sofrimento e consigo mesma.
Transtorno Bipolar
O transtorno bipolar segundo a psicanálise lacaniana
Para a psicanálise lacaniana, o transtorno bipolar não é compreendido apenas pelos sintomas de euforia e depressão, mas também pela forma singular como cada pessoa vivencia seu sofrimento psíquico. As oscilações de humor são vistas como manifestações que possuem um sentido na história e na experiência subjetiva de cada indivíduo.
Nessa perspectiva, os períodos de intensa energia, agitação ou sensação de poder, assim como os momentos de tristeza profunda, desânimo e vazio, não são reduzidos apenas a alterações biológicas. A psicanálise procura escutar o que essas experiências revelam sobre a relação da pessoa com seus desejos, seus conflitos e sua maneira de lidar com a realidade.
O tratamento psicanalítico oferece um espaço de fala e escuta para que o sujeito possa compreender melhor seu sofrimento e construir formas mais próprias de lidar com suas dificuldades, respeitando sua singularidade. Quando necessário, o acompanhamento psicanalítico pode ocorrer em conjunto com o tratamento psiquiátrico e o uso de medicação.
Fobias
As fobias segundo a psicanálise lacaniana
Para a psicanálise lacaniana, as fobias são mais do que um medo intenso de um objeto, animal, situação ou lugar específico. Elas são compreendidas como uma forma de o sujeito lidar com uma angústia que, muitas vezes, não consegue ser identificada ou expressa diretamente. Assim, o medo acaba sendo concentrado em algo externo, tornando a angústia mais delimitada e aparentemente controlável.
Por exemplo, o medo de elevadores, aviões, cães ou lugares fechados pode funcionar como uma maneira de dar forma a um sofrimento psíquico mais profundo, que não está necessariamente relacionado ao objeto temido em si.
O tratamento psicanalítico não busca apenas eliminar o medo, mas compreender o significado que aquela fobia possui na história e na vida da pessoa. Por meio da fala e da escuta, o sujeito é convidado a explorar os conflitos, experiências e sentimentos envolvidos em seu sofrimento. À medida que novos sentidos são construídos, a relação com a fobia pode se transformar, permitindo uma vida com menos limitações e mais liberdade.
TOC
O TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) segundo a psicanálise lacaniana
Para a psicanálise lacaniana, o TOC não é visto apenas como um conjunto de pensamentos obsessivos e comportamentos repetitivos. Ele é compreendido como uma forma que a pessoa encontra para lidar com angústias, conflitos e dúvidas que muitas vezes não são plenamente conscientes.
As obsessões podem aparecer como pensamentos insistentes, medos excessivos ou preocupações que parecem difíceis de controlar. Já as compulsões, como conferir várias vezes uma porta, lavar as mãos repetidamente ou seguir rituais específicos, podem funcionar como tentativas de reduzir a angústia gerada por esses pensamentos.
Na perspectiva lacaniana, o tratamento busca compreender o significado que esses sintomas possuem na história e na vida de cada pessoa. Por meio da fala e da escuta, o sujeito é convidado a explorar os conflitos e questões que estão por trás dos sintomas, construindo novas formas de lidar com seu sofrimento e diminuindo a dependência dos rituais e das obsessões.
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